Artista: Nill | Bitrinho | James Ventura | Nabil | Blackout | Sau | Max B.O. | Will | Flip
Single: BLACK TOTAL 2018
Ano: 2017
Faixas: 1

LETRA:

[Recortes: DJ Guiga] (Ser um preto tipo A custa caro)
(Preto função, sou sim, sou feliz)
(Cês dão taça de veneno e quer suflair?)
(A gente sonha a vida inteira e só acorda no fim)

[Verso 1: niLL] Minha cor desperta sensação de ameaça
Por isso o segurança vem seguindo no corredor da bolacha
E nunca mudou, nem nunca mudará
Dois preto de terno até na igreja seria mó guela
Chave de enquadro, breque naquela
Malditos pregaram isso igual a febre amarela
Só perréco nas mazelas, mas agora não pode
Falar que preto vai dominar é supremacia? Não fode
Cês achavam muita graça quando estralava o chicote
Aí nasce um neguinho tipo eu pra vim jogar no bigode
Claro como a noite, a sociedade tem sorte
Eu vi o gatilho do Sabota e não o gatilho do revólver
Merenda meio dia pra nóis não resolve picuinha
Por que pessoas com a mesma cor que eu estão na cozinha?
Ou na portaria?
E não na fila pra entrar, coincidência e acham que não deram seta
E se calar a boca de racista com cédulas for a única opção que resta?
(Poder para o povo preto)
Que resta?

[Verso 2: Jamés Ventura] E as correntes que prendiam, hoje brilham no pescoço
Mas ainda é osso, a cidade é um calabouço
Na Globo o preto sofre, na Record o Egito é loiro
Falsa história pro meu povo, matam a história do meu povo
Preto, como o rap nasceu e ele é
Preto, se você não é não sabe qual é
E os preto que nem sabe que é fortalece o que quer
De um jeito qualquer (?), os preto na merda
Não vejo comoção quando é preta a perda
Mas os pretos pensadores que lutaram criminalizaram
Criaram a AIDS e o crack e não nos mataram
Tentaram, mas não nos mataram, todos não mataram
A África é o início, pro racismo o fim
Eu passo pra minha filha o que Malcolm deixou pra mim

(Preto função, sou sim, sou feliz)

[Verso 3: Bitrinho] Yaw! Yo!
Sem snap ou trampolim eu vim fazer um trampo lindo
Alguns lugares onde eu trabalhei, não era bem vindo
Nem de social, nem no elevador, o que eleva a dor
Perdi a conta, acusado por conta da cor
Não estudam, falam, julgam sem saber porra nenhuma
Não sabem a procedência nem do prensadão que fuma
Tudo isso foi um golpe pop, deixou tudo claro
Eu vi um preto favelado aplaudindo o Bolsonaro
É lamentável tru’, alguns são trem, alguns são trilho
Elegendo assassino de nossos futuros filhos
Foda-se o mundo! Brasil, um país racista
Se nega que é preto, filho de diarista
Não temos dinastia, história foi apagada
E na escola é o “descobrimento”, é a sempre contada
Isso não é “mimimi” nem história pra boy dormir
Eu não vou me redimir, minha vitória é por aqui

[Verso 4: Nabil] Meu sangue ouro de fritar é o que norteia
Não sinta-se no (?), conjuntura pra “mate um negro”
Sou parte de uma estrutura que usa meus pseudônimos
Cada vez que uma premissa é posta, refutam meus homônimos
Crente prediz o que pressagia o meu pensamento
É uma teia débil na putrefação, despia o seu pensamento na mira
Solenemente o preâmbulo, ó como que ele ficou doente
Preso na esquizofrenia, eu chamo de arte cênica
Pressão (?), pressão filho da cisão
Tensão, manda vir a prisão
Russo nos chamam eugenia, pura abdução, vamo lá flexão
Pueril coração, (?) sucumbido caindo na Nova Jerusalém
Quererá prever tudo aquilo que nóis tem
Nêgo sem blusa numa terra sem lei
Como turcos otomanos, mano, põe nas efemérides
E é só porque somos nômades (?)
(?) químico, cocaína nos faz César
Eu sou uma (?) marcial, (?) africanizar hermético
Como se o problema é o rap no magma da Terra
Se morremos como Pac e Biggie, antes de matar sua cria

[Verso 5: Blackout] Skrt, skrt, skrt, skrt
Mas quem diria, são 10 niggas em um cypher
No muro da berlinda, só que todos de sniper
Então defende a custa do que queima no seu pipe
Cê sofre preconceito por causa da tatuagem
Mundo branco, aonde não tem opção
Que eles param um preto atrás do ladrão
Quero pretos no topo e não no caixão
Atrás do banco do Volvo e não do camburão
Homens branco vão dizer que é discurso apelativo
Homens branco, não é branquice que bota fogo no índio
Dá dinheiro pra estádio, e as costa pro genocídio
Rouba tendo um bom salário, irmão, e o povo que paga isso
Se todo preto é bandido, hoje o Black rouba a cena
Anos sendo banido, no posto só tinha algema
Dando mais prejuízo do que ponte de safena
Pretos tão progredindo entre o racismo que impera

[Verso 6: $au] Os preto no topo, contando o gold
Todos portando cordão de ouro
De uma vez por todas entenda
Cansamos de migalhas da sua merenda
Viemos saquear as contas
Depois dividir a renda
Pintaram Jesus de branco
Na intenção de mudar a história
Descriminaram o povo preto
Ocultando a sua glória
Guapo
Preto cor de preto é fato
Mas se preciso decapto capitão do mato
Pow! Pow! Pow!
Matei o meu senhor (?)
Libertei, resgatei o que estavam na lama
Na gana de contar a grana
Então não me chame de “negro”
Eu vivo e sou um homem
Mesmo porque no registro
Antes da cor vem meu nome

[Verso 7: Max B.O.] Quem diria são dez, tô de capa preta
Mais um preto no jogo, fogo na caneta
Digo antes das tretas, domina muletas
Queimando correntes, reinando planetas
Tão baleado e eu tô baleando
Sempre preparado, até cambaleando
Sou procurado e tava procurando
Senhor Procurador, eu tava só olhando
Não procuro dor, vem comigo
Sei meu valor e os meus amigos
Tão aqui, entende o que eu digo
Que todo dia é um novo perigo
Preto é amor, preto é saudade
Preto é raiz da liberdade
Abrindo as algemas, derrubando as grades
Antes dessa história éramos majestades
Plow

[Verso 8: Mano Will] Preto que não foi só escravo
Preto é voz da verdade, quebra quem menospreza
E sua maldade cê engole
Preto bom não se envolve
Onde não convém pros nossos
Ódio acumulado, tem de sobra
Só que a minha terra natal me cansa
Olha bem as palavras, que gorila não é manso
Avanço é ver toda a minha vila brilhando, (?) de ouro
Mas dente branco no rosto preto é um destaque e tanto
Enquanto a diferença for gritante
E a camuflagem for interessante
Há quem menospreze gente da gente
No pente das ideias quem já cansou do ciúme

[Verso 9: Flip] Brancos, se vocês soubesse o valor que o preto tem
Cês viravam múmia de fita isolante, ficava preto também
Ei, eu tô brincando, mas eu falo sério
Se mexer com a minha raça vai parar no cemitério
Independente de sua raça ou de seu credo
Independente de ser preto, branco ou amarelo
Não é questão de ser rico ou de ser pobre
Não ser mais um cuzão é atitude nobre
Não seja um daqueles boy cu
Desculpa pelo termo, eu não tinha outro melhor, tru’
Doença de gente rica
Quanto mais dinheiro mais maluco o cara fica
Branco boy, preto boy, rico pobre boy
Ser boy não é problema, o problema aqui é nóis

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